quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Quando algo não vai bem...

Bom dia galera!!!

Gostaria de falar algumas coisas a respeito da UTI neonatal.

Nós planejamos, namoramos, casamos, esperamos o momento certo para termos os nossos filhos. Daí fazemos o teste de gravidez e vem positivo: tudo muda. A partir daí, criamos um bebê perfeito, imaginário, fofinho, rosinha e lindo, que vai sair de nós, mamar no peito, sorrir e dormir perfeitamente. E, ao mesmo tempo, tememos que algo dê errado, que algo não saia como planejamos.


bebê recebendo procedimento numa UTIN
 Pois bem, alguns bebês passam por intercorrências no parto e precisam de um acompanhamento mais especializado, que é a UTI neonatal. São aqueles bebês que nascem antes do tempo (antes das 37 semanas de gestação, ou seja, prematuros), que nascem com infecção (ou a mãe tinha infecção de urina ou até a bolsa do parto rompeu antes do tempo), que eliminam mecônio ainda dentro do útero, correndo o risco de desenvolverem uma pneumonite química pelo mecônio, ou qualquer outro transtorno que afete o bebê nessa fase.

A UTI neonatal (ou, em alguns serviços, a UTIN) não é um bicho de sete cabeças nem um lugar tão amedrontador. Lógico que o primeiro contato sempre é difícil. A gente espera aquele bebê idealizado, que vai para o quarto com a gente e mama bem. De repente, seu bebê tá num berço aquecido ou numa incubadora, em jejum, longe de você, com soro na veia, tendo que respirar com ajuda de aparelhos, um monte de enfermeira e médico ao redor... tente manter a calma. Por mais estranho que possa parecer, tudo aquilo é para o bem de seu bebê, para ajudá-lo a passar pela transição do nascer, para recuperá-lo. E os bebês são muito fortes, eles em geral se recuperam mais rápido do que pensamos. E dá tudo certo no final.


bebês prematuros gêmeos, recebendo e dando carinho numa UTIN
 Se o seu bebê ficou ou está numa UTIN, não tenha medo: entre no setor, lave bem as mãos, retire anéis e relógios e entre. Peça para fazer carinho no seu bebê, converse com ele, ele se lembrará de sua voz. E o mais importante: tenha pensamentos positivos, passe energia para seu rebento, confie na equipe médica e de enfermagem. Uma mãe tranquila é passo primordial para que tudo dê certo.

Normalmente esse setor dispõe de uma equipe multidisciplinar pronta para ajudá-la e ao bebê: assistentes sociais, psicólogos, fisioterapêutas, fonoaudiologistas, médicos de outras especialidades... não deixe de requerer algum profissional caso sinta necessidade.

Ah, e não se esqueça de ordenhar seu leite: logo que seu bebê puder mamar, mesmo que por sonda, seu leite dará a ele mais força e mais imunidade para vencer todas as dificuldades. Leve congelado, que será aquecido em banho maria e oferecido ao seu baby.

E pergunte tudo. Não deixe nenhuma dúvida para trás.

È isso, um xero a todos!!!
Deadea

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Hora do banho





 banheira com suporte 300x300 Banheira Para Bebê Com Suporte

Bom dia galera da internet, tudo bem???

Gostaria de agradecer a quem deixou alguma mensagem e conselhos para nós no mural do blog, e convidá-los a continuar a ajudar a cuidar da bebezinha, e dividir as dúvidas.

Hoje quero falar de uma das horas mais legais do dia para mim: a hora do banho.
Eu moro no nordeste, onde naturalmente faz mais calor. Mas aprendi a dar banho tanto no frio quanto no quente, para uma eventualidade. Acho importante que a mãe aprenda a fazer de forma calma e tranquila, para passar também segurança ao bebê.

Você pode dar banho numa banheira convencional ou de ofurô ou tummytube, que é o balde. Aconselho a deixar o balde para quando você tiver mais segurança com a banheira comum.

A água deve estar morna o suficiente para não deixar o bebê com frio. Teste com o antebraço antes de colocar o bebê na banheira.

A banheira deve estar numa altura confortável, principalmente para aquelas mamães de cesárea, que não podem se abaixar ainda. Existem banheiras que já vem com o pé próprio e até trocador, mas uma mesa já ajuda. Não deixe a banheira em um lugar onde haja correntes de ar, e feche temporariamente as janelas.
 
Comece fazendo alguma massagem no seu bebê, tirando a roupinha devagar, para que ele não se assuste. Massagens na barriguinha vai ajudar a soltar os gazes e evitar as cólicas. Você pode até colocar um óleo mineral para bebês nessa hora. Eu costumo também ligar o som nas musiquinhas de caixinha de música, Lívia gosta muito.

Enquanto muito novo, enrole o bebê num pano quentinho e leve para a beirada da banheira. Primeiro, lave apenas a cabeça, sem desenrolar o corpinho, pois a cabeça é um dos lugares que mais perde calor no corpo do bebê. Use sabão próprio para bebês (minha pediatra aconselhou o dermacyd) ou shampoos próprios para bebês. Seque bem antes de passar para a próxima etapa.
Agora, desenrole o bebê com calma e coloque na banheira. É importante que a água morna esteja banhando praticamente todo o corpo do bebê, para que não sinta frio. Segure o bebê com a mão passando por trás das costinhas e segurando no ombro, formando um "C". Lave especialmente as dobrinhas e as mãozinhas, que vão muito a boca. Deixe a toalha já pertinho para não deixar seu bebê sentir frio. Aproveite para conversar e acariciar o bebê, deixando ele brincar na água. Só assim, após relaxado, retire da banheira com movimentos suaves.

Ao secar o bebê e vesti-lo, não se esqueça de ter deixado previamente todo o material e as roupinhas já separadas, para facilitar. Aplique sempre a pomadinha protetora na região das fraldas. E, após tudo isso, dê de mamar.
 
O banho de ofurô também é delicioso, possibilitando muito relaxamento. Para segurar, basta apoiar os dedos no queixinho do bebê e o resto ele faz só. Lívia adora.

No youtube existem vários vídeos, tanto do banho convencional quanto do baldinho. Experimentem os dois, vocês vão gostar tanto quanto seus bebês.

Xerooooo!!!
Deadea

sábado, 19 de novembro de 2011

Chupeta? Dedo? tiro ou ponho?

Oi galera do blog, como vão???

Hoje gostaria de discutir um assunto um pouco polêmico, mas muito importante, que todo pediatra condena, mas que as pessoas em geral não deixam de usar: a chupeta. Ainda dentro desse assunto, falar também do chupar dedo (é melhor? é pior? deve-se deixar? deve-se tirar?).

fonte: internet
O mais importante é saber toda a maquinária que envolve o ato de sugar. Os bebês usam a sucção para se acalmar, o sugar é relaxante, acalma, tira a dor. A natureza é sábia, pois o reflexo de sugar envolve uma necessidade vital, que é a de se alimentar. Sem prazer ao se alimentar, o filhote não suga, não come, portanto sugar é bom. O hábito vem desde o útero materno --há até quem consiga ver o filho chupando o dedo durante um ultra-som na gravidez --, e é a forma como muitas crianças lidam com a tensão.

A sucção é muito importante para as crianças até dois anos de idade e em algumas delas a necessidade de sucção é maior. O bebê suga não apenas para matar a fome, mas também para saciar sua vontade de sugar.

Por esse motivo as mamães não devem se preocupar quando os bebês levam a mão toda à boca. Eles começam a conhecer o mundo pela boca. Além da mão, tudo o que pegarem levarão à boca. As mamães devem ficar atentas se o que for à boca seja somente o dedo e o bebê sugue efetivamente.

Por isso, quando o bebê chora, é muito fácil acalentar colocando uma chupeta na boquinha dele. Ele instantaneamente parará o choro... mas e aí, você resolveu o REAL problema? Um bebê chora por vários motivos: fome, frio, calor, quer virar e não consegue, sentindo falta da mãe, dor, coceira, fralda suja... portanto é muito perigoso apenas chupeta ao chorar.

Há muitas vantagem em deixar o bebê chupar o dedo em vez de usar uma chupeta: os dedos estão sempre disponíveis, não caem no chão, não são presos de forma potencialmente perigosa à roupa da criança e estão sempre sob o controle dela, porém é mais difícil tirar esse hábito, pelos mesmos motivos.

É um hábito que geralmente vai embora sozinho quando a criança desenvolve outras formas de se confortar, por volta de 4 ou 5 anos, embora muitas delas acabem chupando o dedo à noite ou em situações de mais ansiedade ou estresse por anos a fio.


http://www.odontobloggers.blogspot.com/

De acordo com os pesquisadores, sucções fora do aleitamento materno, como chupeta, dedo e até mamadeira, podem ser prejudiciais para a criança, porém outras pesquisas são necessárias para comprovar esses resultados. Considera-se aceitável que uma criança chupe dedo ou chupeta até dois anos de idade; após isso, aconselha-se a retirada desse hábito.

Se seu filho chora muito e demonstra ser mais "sugador", a chupeta também pode ser uma maneira eficiente de acalmá-lo e de dar um respiro para toda a família. Saiba, contudo, que há uma ligação entre o uso frequente de chupeta e a ocorrência de otites (infecção de ouvido). Acredita-se que a sucção da chupeta eleve a chances de uma infecção migrar da boca para a tuba auditiva (trompa de Eustáquio). Para minimizar os riscos, tente limitar o uso da chupeta, como, por exemplo, só oferecendo-a na hora de dormir.

E é também neste momento que a chupeta é apontada por algumas pesquisas como um fator que ajuda a prevenir a síndrome de morte súbita do recém-nascido, uma condição ainda inexplicável que leva à morte de bebê menores de 1 ano. Mas não se preocupe se seu filho não gosta de chupeta e não vá forçá-lo a chupar só por causa da possível relação no caso da síndrome.

http://www.bebeonline.blogspot.com/
Se você estiver dando de mamar, é melhor esperar o bebê completar pelo menos 1 mês antes de oferecer a chupeta, já que seu uso cedo demais pode interferir no aleitamento materno. Alguns especialistas acreditam que a chupeta pode confundir o bebê que mama no peito e dificultar a pega correta. Outro problema apontado por quem é contra a chupeta é que o tempo com ela na boca reduziria o tempo que a criança pode passar no peito, comprometendo a produção do leite. Portanto, o pediatra considera extremamente prejudicial a chupeta no momento de estabelecer a amamentação correta, podendo até fazer com que o bebê troque o bico do seio, que é mais firme com o propósito de treinar toda a gengiva e a musculatura facial, pelo bico artificial.

Sem falar que a chupeta não deixa de ser um elemento "estranho", sujeito a sujeiras, infecção, contaminação... deve ser bem limpa para ser usada, de preferência fervida para matar todos os germes.

Os hospitais "Amigos da criança" não permitem o uso de chuca, chupeta ou qualquer outro tipo de bico artificial, justamente com o objetivo de evitar que o bebê se prejudique no início da amamentação, que é um período tão difícil.

Caso você opte por introduzir a chupeta, não se esqueça de  começar a desacostumar seu filho da chupeta por volta de 1 ano, para evitar problemas com a dentição. Na verdade, chupar o dedo também afetar o crescimento e o desenvolvimento dos dentes , mas alguns especialistas acreditam que a chupeta possa, ainda por cima, interferir no desenvolvimento da fala. Não tente acabar com o hábito na marra, porque, até que a criança esteja pronta para isso, as chances de sucesso não são lá muito altas, e vocês dois podem acabar se frustrando.

Se decidir restringir o uso da chupeta, experimente oferecer um "paninho" de tecido macio ou algum brinquedo mais mole para substituir a sensação reconfortante que a criança obtém com ela.

Eu não fui criada com chupeta, nem meus irmãos. Tampouco suguei o dedo, nem meus irmãos, portanto não é uma realidade para mim, não considero importante e portanto Lívia Maria não usa chupeta. Prefiro o rostinho dela livre, e por ora estamos nos dando bem assim. Mas não acho salutar condenar veementemente. Acho que vai de cada um, de cada família e de cada bebê. Caso introduza, tenha consciência de retirar logo ou usar pouco, para que não haja prejuízo para a fala e a dentição do baby.

Mais informações, encontrei nesses sites abaixo:

http://guiadobebe.uol.com.br/chupar-o-dedo-nao-e-nada-bom/
http://www.brasil.babycenter.com/
http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI931-15046,00.html


E vocês, o que acham? Adoraria saber a opinião de todos!!
Xerooo!!!
Deadea

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Um bom pediatra é tudibão!!!

Bom dia galera,

Hoje gostaria de falar para vocês da importância de um bom pediatra nas nossas vidas.

Quando descobrimos que estamos grávidas, a tendência da gente é procurar um bom obstetra, que seja um bom profissional, nos inspire confiança e nos acompanhe adequadamente para recebermos o mais maravilhoso presente deste mundo, que é nosso filho. Mas às vezes esquecemos do médico que cuidará de nosso rebento desde o momento do parto até a vida adulta, que é o pediatra.

O pediatra não é apenas o médico que cuida do bebê, da criança e do adolescente. Ele é, como dizia um famoso pediatra e professor chamado Dr. Pedro de Alcântara, toda a medicina. Cabe ao pediatra cuidar da criança para manter sua saúde, auxiliar na corretaalimentação, ajudar no seu desenvolvimento correto, cuidar quando está doente, orientar a família (especialmente a mãe), orientar na educação... enfim, o papel do pediatra transcende, ilumina, acalma a mãe mais aflita.

O ideal é que possamos conhecer e escolher esse profissional antes mesmo do nascimento, para já fazer uma pré-consulta e esclarecer as milhares de dúvidas. Durante o primeiro ano de vida, é feito um acompanhamento chamado Puericultura, com consultas mensais, e é muito importante, pois vai ser com o auxílio do pediatra que saberemos se o seio está sendo dado corretamente, se há necessidade ou não de repor alguma vitamina, como deve ser nossa alimentação no período de amamentação, quando começar as frutinhas e papinhas, como vacinar e como cuidar se houver reação vacinal, se pode ir para piscina ou viajar... e muito mais dúvidas, desde a mais boba.

O pediatra ideal deve ser disponível, ou seja, quando precisarmos, termos permissão de dar uma ligadinha ou aparecer no consultório para tirar uma dúvida ou reavaliar nosso filho, mas temos também que termos consciência, como mães, que não podemos abusar da boa vontade desse profissional, uma vez que eles tem muitos pacientes para cuidar, não só o nosso filho. Portanto, quando tiramos nossas dúvidas adequadamente e percebemos que aquele episódio deve ser normal, não devemos ficar ligando de 15-15 minutos para o pediatra. Mas, se a dúvida realmente não sanar, ligue. Pediatra que se preze prefere a mãe tranquila, e gosta de acalmar a mãe.

Não deixem de procurar um profissional que realmente crie uma relação gostosa de confiança, profissionalismo e carinho. Isso, sem dúvida, é muito importante para nós, mães, e para nossos bebês.


Dra Célia Santiago, um xero bem grande!
 Eu escolhi uma pediatra muito especial, competente e carinhosa, que todos gostam e respeitam: Dra Célia Santiago. Nós estamos adorando sermos acompanhados por ela! Esse post é em homenagem a todos os pediatras do mundo, em especial todos que conheço e a da minha filhota, que tem sido uma Pediatra supimpa!!!
Xerooo!!!
Deadea

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Sobre a arte de amamentar

Bom dia!!!
Gostaria de falar um pouco mais sobre o que chamo a arte de amamentar. Vivenciando a experiência de ter um bebê e ser mãe de primeira viagem, decidi que conseguiria amamentar, apesar ou mesmo que aparecessem qualquer dificuldade. Pensando nisso, passei toda a gravidez lendo muitos livros sobre o assunto e também muitos artigos na internet ou o que me dessem, e coloquei na cabeça que era um desejo real e verdadeiro, e que conseguiria.

Mas a realidade não é assim tão colorida e dourada. Não é um ato tão instintivo e não é sem dificuldades como as pessoas podem pensar por aí. Se não houver um bom apoio de seu marido, dos profissionais, de seus parentes mais próximos e, principalmente, se não houver paciência, calma e discernimento para ver o que está errado e corrigir a tempo, a amamentação não se estabelece. Daí torna-se dolorido e desanimador.

Esse post é para dizer a todas que estão passando por isso: VOCÊ CONSEGUE. Tenha calma, vá com paciência, observe atentamente os sinais de pega correta ou de pega incorreta, corrija o erro antes de machucar seu mamilo, não perca as esperanças: VOCÊ CONSEGUE. Depois de uma ou duas semanas, o ato torna-se um dos mais prazerosos da maternidade, tanto para você quanto para o seu bebê.

Aqui vão mais algumas dicas para tornar o ato mais fácil, menos doloroso e prazeroso. Para criar esse texto, utilizei uma ajuda de um texto muito bom do http://www.brasil.babycenter.com/ :

Para começar

Escolha um lugar confortável para se sentar, que tenha um bom apoio para as costas e que não a deixe muito reclinada. Eu, particularmente, investi numa poltrona de amamentação que encaixa perfeitamente e me deixa numa altura e numa posição de braços bem agradável. Apóie os pés em um banquinho se precisar, a fim de que a parte superior das pernas fique reta e e que você não tenha que forçar os músculos para manter o bebê na altura correta. Ou, ainda melhor, utilize uma almofada de amamentação ou mesmo almofadas comuns e travesseiros para não sobrecarregar seus braços com o peso do bebê. Observe se você não está tensa, se tiver, relaxe os ombros.
A almofada de amamentação é um coringa bastante agradável, uma vez que mantém o bebê numa altura confortável para ambos.

Como posicionar a boca do bebê no seio

Para se alimentar bem, o bebê precisa abocanhar uma boa parte do seio, ou sendo mais exata, todo o bico e a maior parte da aréola, qué é o tecido marrom que fica ao redor do mamilo. Se o bebê apenas abocanha o bico, a ponta, isso vai machucar e causar as fissuras mamárias, que são tão doloridas e que dificultam a amamentação.  Ele terá que estar com a cabeça ligeiramente inclinada para trás, assim o que se aproxima antes é o queixo dele, desta forma, ao tocar o bico na bochecha, ele abrirá um bocão e encaixará certinho no bico e na aréola.

observe que a boca do bebê se abre em formato de peixinho e abocanha praticamente toda a aréola, e não só o bico do seio.

Revisando, com a cabeça em posição, deixe os lábios do bebê tocarem seu mamilo. A resposta dele será abrir a boca. Coloque-o rapidamente junto ao seu seio, fazendo com que ele abocanhe praticamente toda a parte escura do bico e da aréola, lembrando de posicionar o lábio inferior a uma boa distância da parte de baixo do mamilo. Se precisar, ajude-o a abrir um bom "bocão" puxando um pouco o queixo dele para baixo, com delicadeza.


Como garantir uma "pega" correta

Ao abocanhar uma boa parte da mama, o bebê consegue colocar seu seio mais profundamente na boca.
Assim, o mamilo ficará no fundo da boca dele, na área em que o céu da boca (palato) já é mais macio. Posicionada desta forma, a criança consegue fazer movimentos ritmados com a língua contra a superfície da mama, a fim de sugar o leite dos ductos. O maxilar vai se mover para cima e para baixo, seguindo-se à ação da língua, e o bebê engolirá o leite à medida que ele chegar ao fundo de sua boca.

Um dos sinais de que o bebê está abocanhando bem o peito é que a parte pigmentada da mama (a aréola, em torno do mamilo) fique aparecendo o menos possível. Outro sinal importante é que ele não fica "estalando" (fazendo estalos com a boca) ou fazendo covinhas com a boca, como se tivesse fazendo pressão.

baby feeding
vista por dentro


Esse processo deve ser completamente indolor para você, já que o mamilo estará tão no fundo da boca do bebê que não será comprimido ou beliscado.

A gengiva inferior da criança nunca tocará o seu seio, porque a língua estará entre os dois, e a parte de cima da boca dele não deve se mexer (por isso é possível continuar a amamentar mesmo depois que seu filho já tenha dentinhos).

Observe, quando o seu bebê pegar o seio, se está doendo ou incomodando. Na primeira puxada, deve doer ou incomodar um pouquinho, mas assim que o bebê colocar o bico na posição certa não deve doer. Daí, caso ainda esteja doendo, não deixe ele mamar. Retire com seu dedo mindinho o bico da boca do seu bebê e tente colocar novamente o bebê no seu seio. Lembre-se que o estímulo errado é que causa as fissuras.

Dicas para ajudá-la

• Apóie a palma da mão atrás do ombro do bebê e o dedo indicador e o polegar atrás das orelhinhas dele; outra possibilidade é apoiar a cabeça do bebê na sua mão inteira e fazer um pouco de pressão com a parte inferior da mão; você ainda por usar seu antebraço como suporte para os ombros do bebê.

• Deixe a boca do bebê tocar levemente seu mamilo, a fim de provocar o reflexo necessário. A criança encontra o seio pelo toque, não pela visão ou pelo cheiro -- embora esses outros sentidos tenham alguma influência.

• Acomode seu filho ao perceber que a boca dele começou a se abrir -- não espere até que esteja completamente aberta --, para que ele consiga abocanhar uma boa parte da mama.

• Preste atenção no lábio inferior da criança, não na parte de cima. O importante é que essa região da boca esteja o mais distante possível da base do mamilo, assim o queixo dele pressionará um pouco sua mama e, naturalmente, o mamilo abaixará um pouco e será coberto pelo lábio superior. Você não vai conseguir enxergar isso, mas seu próprio conforto e a maneira como o bebê se comportar indicarão se a posição está correta.

• Tente "embrulhar" os bracinhos do bebê para baixo, assim eles não ficarão no meio do caminho e você conseguirá deixar seu filho mais próximo ao seio.

• Se você estiver apoiando seu seio com a mão (a maior parte das mães faz isso), mantenha-a o mais longe do mamilo que conseguir -- de preferência na área das costelas.

  • No meu caso, para mim foi muito importante a ajuda de um bico intermediário de mamilos da MAM care, que eu já falei anteriormente, pois meu bico é muito curto e não alcançava o palato mole... enquanto Lívia não conseguia pegar meu bico, usei o intermediário, que ao mesmo tempo alimentava e treinava meu bico. Depois de cinco dias, ela passou a mamar apenas no meu bico, o que resolveu todos os meus problemas.

(com ajuda da seguinte fonte: http://www.brasil.babycenter.com/)


Bem, é isso aí. Aguardo mais dicas de vocês, ficarei feliz em lê-las e aprender ainda mais!!!

tenham uma boa semana, Deadea

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Sulfato Ferroso... efeitos colaterais

Bom dia gente.

Primeiro, gostaria de desejar muito boa sorte e boa hora para minha grande amiga da net Kaká, que a esta hora já deve ter tido seu rebento Luís Fernando (http://www.kakamagrela.blogspot.com/). Tudibão amiga, tenho certeza de que tudo deu certo e agora você está curtindo uma das grandes maravilhas do mundo, que é ser mãe.

créditos:
http://www.kakamagrela.blogspot.com/



Agora gostaria de compartilhar com vocês a maior angústia que passei nesses dois meses e duas semanas de vida de Lívia Maria: a intolerância ao sulfato ferroso.

Já comentei em post anterior que ela teve momentos extremamente difíceis com cólicas do recém-nascido, que vem melhorando com o passar do tempo.

A pediatra dela indicou a suplementação de vitamina A e D (o que ela vem tomando sem maiores problemas) e, nesse mês, de sulfato ferroso (Neutrofer) gotas.


crédito da imagem:
vitoriaangela.bebeblog.com.br
 Pois bem, iniciei dando 5 gotas pela manhã, meia hora antes de amamentar. O que aconteceu desde então foi uma prisão de ventre inesperada e com dor. Ela passou a se contorcer todos os dias, e como eu não relacionei logo de cara ao sulfato ferroso, continuei dando. Percebi que toda manhã ela se contorcia e se contorcia, e não saía nada, apenas gases... e eu comecei a me preocupar após o quarto dia do sulfato ferroso e nada de cocô.

No quinto dia, resolvi tomar uma atitude um pouco drástica, após ver que, mesmo depois de muita careta de força, ela apenas eliminou uma bolinha verde e com cheiro ocre. Pensei que ela estava "enrolhada", daí fiz um estímulo retal e massagens abdominais e finalmente ela conseguiu colocar tudo para fora. As fezes estavam extremamente duras e fétidas, cheiro de enxofre. Foi aí que percebi que poderia ser o sulfato.

Conversei com a pediatra por telefone, pois aí já tinha suspenso o sulfato ferroso. Ela me orientou esperar a normalização das fezes e tentar dar menos gotinhas, e num prazo de uma hora antes de mamar. Após cinco dias de paz, tentei novamente dar o bendito sulfato. E só dei um dia. Pois a bixinha enrolhou de novo até ontem, quando fiz de novo o tal procedimento e ela fez em jato, com força, e aliviou.

Andei pesquisando na internet e vi que existem vários efeitos colaterais do uso do sulfato ferroso, sendo o mais comum a diarréia, mas a prisão de ventre também pode ocorrer. É importante a reposição para prevenir a anemia do primeiro ano de vida.

Agora, vou esperar a nova consulta com a pediatra (em outro post falo sobre ela, adoro ela de coração, uma grande amiga e profissional) para ver que solução será dada. Até lá, o sulfato ferroso ficará guardado.

Bem, galera, se alguém já passou por isso... me ajudem!! Ficarei feliz em receber dicas!!!
Xeroooo!!!
Deadea

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Um amor enorme...

Boa tarde gente!

Estava lendo nos sites de mulheres e filhos (a gente aprende todos os endereços, né?) sobre o surgimento do amor pelos nossos bebês.

Na reportagem, eles falam que é uma questão instintiva e hormonal, que vai crescendo junto com o desenrolar da gravidez, e que acaba envolvendo o pai também. Culmina com um banho de amor que inunda os corações dos mais novos papais e mamães quando se encontram pela primeira vez com aquela carinha inchadinha e sujinha, que é fruto do amor do casal.

Achei muito interessante também que, para algumas pessoas, esse sentimento não vem tão forte logo no início, ou seja, vai aprimorando e refinando a cada dia, a cada cuidado, a cada risadinha. Eu já tinha, inclusive, ouvido de uma amiga minha esse mesmo comentário sobre o amor, que na verdade esse sentimento no início é universal e depois se torna mesmo particular da mãe para seu filhote.

Pois bem, vou relatar aqui a minha mais recente experiência: o que aconteceu comigo no início da gravidez foi um misto de sensações. Logo no começo, quando não existe barriga, não existe muita sensação de gravidez, eu sentia uma mistura de coisas. Eu dizia "deu positivo", não dizia "estou grávida" porque era muito virtual... até eu ter um sangramento no início da gestação. Ai eu percebi o amor que eu já sentia pelo ser que ainda nem tamanho direito tinha. Eu tive um medo enorme de perder, sofri pacas, e abri mão de várias coisas para que desse certo (fiquei imóvel 30 dias numa cama, não saía, não comia coisas fortes, e ainda me sentia feliz). É incrível como a gente já se dedica.


03 de setembro, aniversário do Papai... ela não quis dar esse presente ainda, só nasceu dia 06!

Quando passou o medo e a barriga começou a surgir, foi que a sensação do bebê ali fazia esse apego crescer e crescer... aí vinha o medo de dar alguma coisa errado e a vontade de que viesse com saúde. Quando descobri que era menina, que dia feliz!!! E a imagem no ultrassom... que coisa mais linda do mundo. Os primeiros chutes... a gente não enjoa de sentir, mesmo quando dói.

E,apesar de não conseguir andar ou me movimentar direito no final da gestação, eu me sentia muuito feliz e abençoada.

Meu marido, o Papai do ano, não se cabia de felicidade. Ele sempre quis uma menina. Ele vibrou cada segundo, sentia cada chutinho, fazia planos e mais planos (inclusive o quartinho foi ele quem decorou). Ele também se inundou desse sentimento diferente.

E quando nasceu... ontem mesmo perguntei para Fábio o que ele tinha sentido quando viu Lívia pela primeira vez, e ele respondeu simplesmente "muito feliz". É uma felicidade e um amor e uma vontade de cuidar e proteger que não tem tamanho, e quando acontece alguma coisa, é um medo enorme de que alguma coisa dê errado...


Lívia Maria e seus pitós na cabeça (lacinhos)

Esse post é em homenagem a minha mais preciosa produção, junto com o Papai: Lívia Maria. Nós te amamos muito, querida princesinha, sem você nada mais faz sentido para nós. Seja muito feliz, abençoada por Deus, saudável, inteligente, temente a Deus, apegada a família, educada, enfim, tudibão!!!

Xero a todos,
Deadea